26.2.11

Tirando o chapéu

Celso de Almeida Jr.


Publicado no jornal A Cidade - Coluna Política & Políticos
Ubatuba-SP, 04 de dezembro de 1999


A televisão brasileira tem ressuscitado diversos programas tentando aumentar a audiência. Um deles foi resgatado pelo Raul Gil, nas tardes de sábado. Um convidado pega, de um painel, vários chapéus. Cada um traz, em seu interior, o nome de alguma personalidade. Ele lê e responde se tira ou não tira o chapéu. Ao final, revelam-se as pessoas e as explicações que provocaram as respostas.
Achei interessante temperar o artigo dessa semana com esta fórmula consagrada.
Então, aí vai:
Tiro o chapéu para a Fernanda Liberal: O lançamento de "Mulheres Oceânicas", seu quinto livro, foi comemorado em noites de autógrafos em Ubatuba e São Paulo. Mas a grande badalação ficou para Belo Horizonte. Nossa escritora mereceu destaque nos jornais da capital mineira e também na televisão. Como sempre, não perdeu a oportunidade para divulgar as belezas de Ubatuba e de sua gente. Nós precisamos disso.
Não tiro o chapéu para os jornais da semana passada:Nossa imprensa "comeu barriga" na última edição. Faltaram informações sobre o caso Prefeito da Hora. Ouvi reclamações de nossos leitores que buscavam alguma novidade sobre quem pegou o plantão. Não encontraram uma notinha. Ficou mal.
Tiro o chapéu para o Tenente Pereira: Quem teria paciência para comandar os quase 300 integrantes da Guarda Mirim? Quem teria força e autoridade suficiente para dar a estes jovens lições de moral, disciplina e esperança de um futuro melhor? É isso aí Tenente. Quem quer faz. Parabéns!
Não tiro o chapéu para o Délcio Sato:Este estilo garoto prodígio pegava bem para o Robin, do Batman. Ficou bonitinha a convenção do PPS, decorada com bexiguinhas e faixinhas. Mas, a gravidade da situação, com o presidente e o delegado do partido na mira do Ministério Público, não permite nenhuma comemoração. O que espanta é a frieza dessa turma. Insistem num cenário de Columbia Pictures mas com escora de eucalipto podre.
Tiro o chapéu para o Marquinho do Tio Sam:Sua dedicação e empenho procurando gerar atividades para as crianças e os jovens de Ubatuba merecem aplausos. A última novidade foi a sua liderança na busca de apoio junto aos empresários da cidade para adquirir mais instrumentos para a Banda Marcial do Colégio Dominique. Vem coisa boa por aí. Setenta músicos, comandados pelo maestro Leandro Germano da Silva, vão poder disputar de igual para igual com as melhores bandas do Brasil. Ponto para Ubatuba.
Não tiro o chapéu para a Fundart:Se o dinheirinho que eles torram por ano viesse parar nas minhas e nas suas mãos, permitiríamos o acesso de muito mas gente à arte e à cultura. Duvida? Eu aposto.
Tiro o chapéu para o Douglas e a Diná, do Rancho do Pica-Pau: O jeito carinhoso e receptivo deste casal nota 10 merece destaque. O Pica-Pau tem se revelado um local ideal para as confraternizações de escolas e empresas. É um espaço que encanta por suas belezas naturais e pela equipe que o mantém. Sem falar do Douglas como estrategista político. Eu precisaria de mais um chapéu para tirar.
Por hoje é só.
Pensando melhor, apesar do Ibope, acho que o chapéu anda meio fora de moda.
Num artigo futuro vou criar o "Entregando o Boné". Dedicarei àqueles que, por uma razão ou outra, desisitiram do que estavam fazendo.
Vai faltar boné!

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